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sábado, 27 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
EDUCAÇÃO E ÉTICA: UMA QUESTÃO DE ALTERIDADE
EDUCAÇÃO E ÉTICA: UMA QUESTÃO DE ALTERIDADE
ANTONIO JOSÉ FERREIRA DE SOUZA
Uma das funções essenciais da educação é a socialização moldadora de comportamentos das diversas gerações transeuntes no tempo e, como tal, conserva os valores dominantes nas sociedades. Toda educação é uma ação de diálogo entre seres humanos Uma educação pode ser eficiente enquanto processo formativo e ao mesmo tempo, eticamente mau. Pode ser boa do ponto de vista da moral vigente e má do ponto de vista ético. A educação ética ou, a ética na educação acontece quando os valores no conteúdo e no exercício do ato de educar são valores humanos e humanizadores.
A educação para a vida exige dos educadores uma postura de ação com responsabilidade, ou seja, habilidades de oferecer respostas mais adequadas às demandas, à medida que estas se apresentam. O conhecimento atual aponta para atitudes criativas, para a busca de soluções inéditas, para a liderança ética, para o resgate dos valores.
O estudo da Ética vai complementar o trabalho formativo que realizamos no dia-a-dia e isso pode ser efetivado através de atividades práticas que possibilitem real vivência dos valores esquecidos por muitos. A Ética, antes de tudo, deve estar impregnando as ações de cada dia, seja dentro da sala de aula ou fora dela. Nunca se deve perder a oportunidade de formar a mente e o coração dos alunos. Se tiver de ser feito através de uma disciplina específica, que seja bem feito e que haja contextualização com o momento presente.
Saber ser ética, ou ético, é na verdade, aprender a ser cidadão ou cidadã, respeitar valores, regras sociais, usar o diálogo, nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e/ou do País é, portanto, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não-violência.
Esses valores e essas atitudes precisam, ou deveriam pelo menos ser aprendidos e desenvolvidos muito cedo, logo pelos estudantes e, portanto, trata-se de função essencial da escola. Não se trata de algo utópico, tampouco é tarefa tão simples. Primeiramente, pela dificuldade de entender a essência etimológica do que seja a palavra ética.
Numa definição bem geral, ética aceita a existência da história da moral, tomando como ponto de partida à diversidade de morais no tempo entendendo que toda sociedade tem sido caracterizada por um conjunto de regras, normas e valores, não se identificando com os princípios e normas de nenhuma moral em particular, nem adotando atitudes indiferentes ou diante delas.
A história da ética é um assunto complexo e que exigem alguns cuidados em seu estudo. Como disciplina ou campo de conhecimento humano, ética se refere à teoria ou estudos sistemáticos sobre a prática moral. Dessa forma ela analisa e critica os fundamentos e princípios que orientam ou justificam determinados sistemas e conjunto de valores morais. É, em outras palavras, a ciência da conduta, a teoria do comportamento moral dos homens em sociedade.
A ética é na verdade como a educação de nosso caráter, temperamento ou vontade pela razão, em busca de uma vida justa, bela e feliz, que estamos destinados por natureza. Traduzindo o processo consciente ou intuitivo que nos ajuda a escolher entre vícios e virtudes, entre o bem e o mal, entre o justo e o injusto. É a predisposição habitual e firme, fundamentada na inteligência e na vontade, de fazer o bem. Ser ético, portanto, é buscar sempre o bem, combater vícios e fraquezas, cultivar virtudes, proteger e preservar a vida e a natureza.
Também abrange toda reflexão que fazemos sobre o nosso agir e sobre o sentido ou missão de nossa vida, bem como sobre os valores e princípios que inspiram e orientam nossa conduta, buscando a verdade, a prática de virtudes e a felicidade. Não confundir ética com moral, a ética não cria a moral nem estabelece seus princípios, normas ou regras.
Ela já encontra, numa dada sociedade ou grupo, a realidade moral vigente e parte dessa realidade para entender suas origens, a sua essência, as condições objetivas e subjetivas dos atos morais e os critérios ou parâmetros que justificam os juízos e os princípios que regem as mudanças e sucessão de diferentes sistemas morais.
A ética também estuda e trata a responsabilidade do comportamento moral. A decisão de agir numa dada situação concreta é um problema prático moral. Investigar se a pessoa pode ou não escolher e agir de acordo com a decisão que tomou é um problema teórico - ético, pois verifica a liberdade ou o determinismo aos quais nossos atos estão sujeitos. Se o determinismo é total e vem de fora para dentro, normas de conduta pré-estabelecidas às quais devemos nos ajustar, não há qualquer espaço para a liberdade, para a autodeterminação e, portanto para a ética.
Segundo o dicionário eletrônico wikipédia, Ética vem do grego ethos e significa modo de ser, caráter, comportamento é o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano.
No mundo da ciência, como por exemplo, a filosofia clássica, a ética não se resume ao estudo da moral - entendida como "costume", do latim mos, mores - mas a todo o campo do conhecimento que não é abrangido na física, metafísica, estética, na lógica e nem na retórica. Assim, a ética abrange os campos que atualmente são denominados antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, educação física, dietética e até mesmo política, em suma, campos direta ou indiretamente ligados a maneiras de viver.
Porém, com a crescente profissionalização e especialização do conhecimento que se seguiu à revolução industrial, a maioria dos campos que eram objeto de estudo da filosofia, particularmente da ética, foram estabelecidos como disciplinas científicas independentes. Assim, é comum que atualmente a ética seja definida como "a área da filosofia que se ocupa do estudo das normas morais nas sociedades humanas" e busca explicar e justificar os costumes de um determinado agrupamento humano, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns. Neste sentido, ética pode ser definido como a ciência que estuda a conduta humana enquanto que a moral é a qualidade desta conduta, quando se julga do ponto de vista do Bem e do Mal.
Para que os estudantes possam assumir os princípios éticos, são necessários pelo menos dois fatores: primeiramente que os princípios se expressem em situações reais, nas quais os mesmos possam ter experiências e conviver com a sua prática; segundo, que haja um desenvolvimento da sua capacidade de autonomia moral.
O campo ético é, portanto, um campo polêmico, pois, ainda que todos concordem com os princípios que orientam a democracia e os direitos dos cidadãos e das cidadãs, na prática estamos longe deles e há situações em que é difícil saber como efetivá-los.
Por esse motivo, a preocupação com a ética deve ter um lugar muito importante nas propostas educativas escolares: são os princípios éticos da vida em sociedade que devem orientar o trabalho educativo, desde o ensino dos conteúdos curriculares até as relações entre as pessoas no dia-a-dia da escola, inclusive com a família dos estudantes.
Nossa sociedade vive momento preocupante, não só em função do que acontece no Brasil, mas também no mundo: guerras, violência, desrespeito aos direitos humanos, discriminação, intolerância, corrupção, abuso de drogas, Aids, gravidez indesejada, drásticas transformações no mundo do trabalho e tantos outros problemas, cujo enfrentamento exige clareza dos valores que devem orientar as ações de cada cidadão e cidadã em direção à democracia e aos direitos de cidadania. Mais do que nunca, é preciso recuperar os princípios éticos na formação das novas gerações, para alimentar a esperança de que a humanidade possa, em um futuro próximo, superar esses grandes problemas e construir uma sociedade verdadeiramente justa e democrática. A educação para a cidadania pauta-se necessariamente por princípios éticos democráticos que se realizam tanto na vida pessoal como na social.
Outro aspecto importante a ser considerado nesse processo é o papel ativo dos sujeitos do aprendizado, estudantes e professores, que interpretam e conferem sentido aos conteúdos com que convivem na escola a partir de seus valores previamente construídos e de seus sentimentos e emoções. Tal premissa está de acordo com a visão de que os valores e princípios éticos são construídos a partir do diálogo, na interação estabelecida entre pessoas imbuídas de razão e emoções e um mundo constituído de pessoas, objetos e relações multiformes, díspares e conflitantes. Enfim, uma educação em valores deve partir de temáticas significativas do ponto de vista ético e propiciar condições para que os alunos e as alunas desenvolvam sua capacidade dialógica, tomem consciência de seus sentimentos e emoções, também das demais pessoas, e desenvolvam a capacidade autônoma de tomar decisões em situações conflitantes do ponto de vista ético/moral.
A melhor forma de ensiná-los, portanto, é fazer com que seja alvo de reflexões e de vivências. Mais do que os discursos, são a prática, o exemplo, a convivência e a reflexão sobre eles em situações reais que farão com que os alunos e as alunas desenvolvam atitudes coerentes com os valores que queremos que aprendam. Por isso, o convívio escolar é um elemento-chave na formação ética dos estudantes e, ao mesmo tempo, é o instrumento mais poderoso que a escola tem para cumprir sua tarefa educativa nesse aspecto. Daí a necessidade de os adultos reverem o ambiente escolar e o convívio social que ali se expressa, a partir das relações que estabelecem entre si e com os estudantes, buscando a construção de ambientes mais democráticos.
Além disso, é necessário considerar o acolhimento dos estudantes – de suas diferenças, potencialidades e dificuldades – e o papel reservado a eles e a elas na instituição. O cuidado e a atenção com suas questões e problemáticas de vida precisam concretizar o respeito mútuo, o diálogo, a justiça e a solidariedade que queremos ensinar caso contrário, não estaremos dando alguma razão plausível para que os estudantes os aprendam e os pratiquem.
Por fim, é necessário introduzir tais conteúdos e preocupações como temas sociais que integrem os conteúdos trabalhados nas escolas, de forma que seus princípios estejam presentes nas ações cotidianas nas salas de aula e nos demais espaços das instituições escolares.
Pois nas escolas em que são respeitados princípios como respeito mútuo, solidariedade, justiça e diálogo, em que alunos e alunas se apropriam de canais de participação na vida escolar e são incentivados pelos educadores a fazê-lo, cria-se um espaço democrático, do qual emergem as características de uma cidadania plena.
Os educadores devem sempre estar atentos à coerência entre o discurso e a ação: respeitar para ser respeitado, assumir e cumprir suas responsabilidades como forma de compartilhar com os estudantes a importância dessas atitudes.
A participação dos estudantes na escola e na comunidade ajuda a formar seu caráter de cidadãos e de cidadãs. Em particular, a participação dos diferentes atores da comunidade educativa nas decisões da escola é uma prática cívica – uma atuação no espaço público democrático que possibilita conhecer os processos que caracterizam a vida cívica e política na comunidade. A participação nas decisões vai de simples contribuições à manutenção e à organização do espaço, possível desde a mais tenra idade, até a participação em decisões gerenciais e acadêmicas, por meio dos Conselhos de Escola e das Assembléias Escolares.
A disposição para a mudança, incluindo formação de professores em serviço, também, trabalho com os estudantes, participação dos demais funcionários e articulação com a comunidade, potencializa a capacidade de atuação da escola e fortalece todo o trabalho educativo. A escola tem mais força para atingir suas metas educativas, o que reforça a própria instituição e produz um efeito cumulativo, propiciando transformações cada vez mais profundas e duradouras.
Dessa forma, o trabalho com ética e cidadania nas escolas pressupõe intervenções focadas em quatro grandes eixos, ou módulos, que, embora independentes, mantêm uma nítida inter-relação: Ética, Convivência.
Os objetivos de cada um desses eixos, ou módulos, são na parte da Ética é levar ao cotidiano das escolas reflexões sobre a ética, os valores e seus fundamentos. Trata-se de gerar ações, reflexões e discussões sobre seus significados e sua importância para o desenvolvimento dos seres humanos e suas relações com o mundo.
Quanto a Convivência Democrática, que é a construção de relações interpessoais mais democráticas dentro da escola tem o objetivo explícito de introduzir o trabalho com assembleias escolares e de resolução de conflitos. Possibilita também outras ações que levam ao convívio democrático, como a formação de grêmios e aproximações da escola com a comunidade.
No que diz respeito ao eixo dos Direitos Humanos – O trabalho sobre a temática dos direitos humanos tem vários objetivos interligados, dos quais o primeiro é a construção de valores socialmente desejáveis. Daí a proposta de conhecer e desenvolver experiências educativas que tenham como foco a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Um segundo objetivo é o desenvolvimento de ações de interação da escola com a comunidade em projetos que envolvam questões relativas aos direitos humanos e direitos das crianças e adolescentes.
Já no que diz respeito à Inclusão Social é a construção de escolas inclusivas, abertas às diferenças e à igualdade de oportunidades para todas as pessoas é o quarto eixo de preocupações. As diversas formas de deficiência e as exclusões geradas pelas diferenças sociais, econômicas, psíquicas, físicas, culturais, ideológicas, religiosas e étnico-raciais serão focos de abordagem.
Os programas do MEC (Ministério da Educação e Cultura ) têm compromisso com a transformação social e colocam a educação na linha de frente da formação dos futuros cidadãos brasileiros. Ou seja, cada criança e cada jovem têm o direito de aprender, também, o sentido da cidadania na sua concepção mais ampla. Portanto, é dever da escola ensinar e agir fundamentada nos princípios da democracia, da ética, da responsabilidade social, do interesse coletivo, da identidade nacional e da própria condição humana.
A construção de valores na escola e na sociedade é o reflexo desses compromissos e o campo no qual se espera consolidar práticas pedagógicas que conduzam à consagração da liberdade, da convivência social, da solidariedade humana e da promoção e inclusão social.
A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa frequência a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da ética. Como por exemplo, a maioria das profissões tem o seu próprio código de ética profissional, que é um conjunto de normas de cumprimento obrigatório, derivadas da ética, e que por ser um código escrito e frequentemente incorporados à lei pública, mas não deveria se chamar de código de ética e sim Legislação da Profissão.
Nesses casos, os princípios éticos passam a ter força de lei; nota-se que, mesmo nos casos em que esses códigos não estão incorporados à lei, seu estudo tem alta probabilidade de exercer influência, por exemplo, em julgamentos nos quais se discutam fatos relativos à conduta profissional. Ademais, o seu não cumprimento pode resultar em sanções executadas pela sociedade profissional, como censura pública e suspensão temporária ou definitiva do direito de exercer a profissão, situações essas algumas vezes revertidas pela justiça comum, principalmente quando os códigos de ética de certas profissões apresentam viés que contraria a lei ordinária.
Por fim, é sempre importante retomar dois dos princípios centrais deste ambicioso programa de formação de comunidades justas e democráticas, pois eles devem estar na mente dos membros do Fórum Escolar de Ética e de Cidadania e, principalmente, na dos docentes que desenvolverão os projetos no cotidiano das escolas: o protagonismo de alunos e alunas na construção de valores, de conhecimentos de natureza pessoal, social e política, visando à cidadania; a formação em serviço dos profissionais da educação, para que possam atuar com a intencionalidade necessária à construção de uma sociedade mais justa, solidária e feliz.
Portanto, não tem como se falar em educação sem questionar a ética a qual se vincula, pois a educação veicula mais ou menos explicitamente, um arcabouço de valores, preceitos e normas para com isto, haja uma relação humana harmônica sobre a égide da alteridade em que todos mutuamente sejam dotados de respeito e sobre a cultura da paz, e do amor. Pois não há todo sem a parte, nem a parte sem o todo, assim sendo, é preciso que haja cuidados socialmente recíprocos para que a vida seja mais feliz e mais justa.
BIBLIOGRAFIAS
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares nacionais: Terceiro e quarto ciclos; Apresentação dos temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 1998.
GRUN, Mauro. Ética e Educação Ambiental: a conexão necessária: Campinas, SP. Papirus, 1996. (coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
Sites:
www.oei.es/quipu/brasil/ec_into.pdf (acessado em 01/11/2010)
www.widipédia.org (acessado em 01/11/2010)
www.webartigos.com ( acessado em 01/11/2010)
ANTONIO JOSÉ FERREIRA DE SOUZA
Uma das funções essenciais da educação é a socialização moldadora de comportamentos das diversas gerações transeuntes no tempo e, como tal, conserva os valores dominantes nas sociedades. Toda educação é uma ação de diálogo entre seres humanos Uma educação pode ser eficiente enquanto processo formativo e ao mesmo tempo, eticamente mau. Pode ser boa do ponto de vista da moral vigente e má do ponto de vista ético. A educação ética ou, a ética na educação acontece quando os valores no conteúdo e no exercício do ato de educar são valores humanos e humanizadores.
A educação para a vida exige dos educadores uma postura de ação com responsabilidade, ou seja, habilidades de oferecer respostas mais adequadas às demandas, à medida que estas se apresentam. O conhecimento atual aponta para atitudes criativas, para a busca de soluções inéditas, para a liderança ética, para o resgate dos valores.
O estudo da Ética vai complementar o trabalho formativo que realizamos no dia-a-dia e isso pode ser efetivado através de atividades práticas que possibilitem real vivência dos valores esquecidos por muitos. A Ética, antes de tudo, deve estar impregnando as ações de cada dia, seja dentro da sala de aula ou fora dela. Nunca se deve perder a oportunidade de formar a mente e o coração dos alunos. Se tiver de ser feito através de uma disciplina específica, que seja bem feito e que haja contextualização com o momento presente.
Saber ser ética, ou ético, é na verdade, aprender a ser cidadão ou cidadã, respeitar valores, regras sociais, usar o diálogo, nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e/ou do País é, portanto, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não-violência.
Esses valores e essas atitudes precisam, ou deveriam pelo menos ser aprendidos e desenvolvidos muito cedo, logo pelos estudantes e, portanto, trata-se de função essencial da escola. Não se trata de algo utópico, tampouco é tarefa tão simples. Primeiramente, pela dificuldade de entender a essência etimológica do que seja a palavra ética.
Numa definição bem geral, ética aceita a existência da história da moral, tomando como ponto de partida à diversidade de morais no tempo entendendo que toda sociedade tem sido caracterizada por um conjunto de regras, normas e valores, não se identificando com os princípios e normas de nenhuma moral em particular, nem adotando atitudes indiferentes ou diante delas.
A história da ética é um assunto complexo e que exigem alguns cuidados em seu estudo. Como disciplina ou campo de conhecimento humano, ética se refere à teoria ou estudos sistemáticos sobre a prática moral. Dessa forma ela analisa e critica os fundamentos e princípios que orientam ou justificam determinados sistemas e conjunto de valores morais. É, em outras palavras, a ciência da conduta, a teoria do comportamento moral dos homens em sociedade.
A ética é na verdade como a educação de nosso caráter, temperamento ou vontade pela razão, em busca de uma vida justa, bela e feliz, que estamos destinados por natureza. Traduzindo o processo consciente ou intuitivo que nos ajuda a escolher entre vícios e virtudes, entre o bem e o mal, entre o justo e o injusto. É a predisposição habitual e firme, fundamentada na inteligência e na vontade, de fazer o bem. Ser ético, portanto, é buscar sempre o bem, combater vícios e fraquezas, cultivar virtudes, proteger e preservar a vida e a natureza.
Também abrange toda reflexão que fazemos sobre o nosso agir e sobre o sentido ou missão de nossa vida, bem como sobre os valores e princípios que inspiram e orientam nossa conduta, buscando a verdade, a prática de virtudes e a felicidade. Não confundir ética com moral, a ética não cria a moral nem estabelece seus princípios, normas ou regras.
Ela já encontra, numa dada sociedade ou grupo, a realidade moral vigente e parte dessa realidade para entender suas origens, a sua essência, as condições objetivas e subjetivas dos atos morais e os critérios ou parâmetros que justificam os juízos e os princípios que regem as mudanças e sucessão de diferentes sistemas morais.
A ética também estuda e trata a responsabilidade do comportamento moral. A decisão de agir numa dada situação concreta é um problema prático moral. Investigar se a pessoa pode ou não escolher e agir de acordo com a decisão que tomou é um problema teórico - ético, pois verifica a liberdade ou o determinismo aos quais nossos atos estão sujeitos. Se o determinismo é total e vem de fora para dentro, normas de conduta pré-estabelecidas às quais devemos nos ajustar, não há qualquer espaço para a liberdade, para a autodeterminação e, portanto para a ética.
Segundo o dicionário eletrônico wikipédia, Ética vem do grego ethos e significa modo de ser, caráter, comportamento é o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano.
No mundo da ciência, como por exemplo, a filosofia clássica, a ética não se resume ao estudo da moral - entendida como "costume", do latim mos, mores - mas a todo o campo do conhecimento que não é abrangido na física, metafísica, estética, na lógica e nem na retórica. Assim, a ética abrange os campos que atualmente são denominados antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, educação física, dietética e até mesmo política, em suma, campos direta ou indiretamente ligados a maneiras de viver.
Porém, com a crescente profissionalização e especialização do conhecimento que se seguiu à revolução industrial, a maioria dos campos que eram objeto de estudo da filosofia, particularmente da ética, foram estabelecidos como disciplinas científicas independentes. Assim, é comum que atualmente a ética seja definida como "a área da filosofia que se ocupa do estudo das normas morais nas sociedades humanas" e busca explicar e justificar os costumes de um determinado agrupamento humano, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns. Neste sentido, ética pode ser definido como a ciência que estuda a conduta humana enquanto que a moral é a qualidade desta conduta, quando se julga do ponto de vista do Bem e do Mal.
Para que os estudantes possam assumir os princípios éticos, são necessários pelo menos dois fatores: primeiramente que os princípios se expressem em situações reais, nas quais os mesmos possam ter experiências e conviver com a sua prática; segundo, que haja um desenvolvimento da sua capacidade de autonomia moral.
O campo ético é, portanto, um campo polêmico, pois, ainda que todos concordem com os princípios que orientam a democracia e os direitos dos cidadãos e das cidadãs, na prática estamos longe deles e há situações em que é difícil saber como efetivá-los.
Por esse motivo, a preocupação com a ética deve ter um lugar muito importante nas propostas educativas escolares: são os princípios éticos da vida em sociedade que devem orientar o trabalho educativo, desde o ensino dos conteúdos curriculares até as relações entre as pessoas no dia-a-dia da escola, inclusive com a família dos estudantes.
Nossa sociedade vive momento preocupante, não só em função do que acontece no Brasil, mas também no mundo: guerras, violência, desrespeito aos direitos humanos, discriminação, intolerância, corrupção, abuso de drogas, Aids, gravidez indesejada, drásticas transformações no mundo do trabalho e tantos outros problemas, cujo enfrentamento exige clareza dos valores que devem orientar as ações de cada cidadão e cidadã em direção à democracia e aos direitos de cidadania. Mais do que nunca, é preciso recuperar os princípios éticos na formação das novas gerações, para alimentar a esperança de que a humanidade possa, em um futuro próximo, superar esses grandes problemas e construir uma sociedade verdadeiramente justa e democrática. A educação para a cidadania pauta-se necessariamente por princípios éticos democráticos que se realizam tanto na vida pessoal como na social.
Outro aspecto importante a ser considerado nesse processo é o papel ativo dos sujeitos do aprendizado, estudantes e professores, que interpretam e conferem sentido aos conteúdos com que convivem na escola a partir de seus valores previamente construídos e de seus sentimentos e emoções. Tal premissa está de acordo com a visão de que os valores e princípios éticos são construídos a partir do diálogo, na interação estabelecida entre pessoas imbuídas de razão e emoções e um mundo constituído de pessoas, objetos e relações multiformes, díspares e conflitantes. Enfim, uma educação em valores deve partir de temáticas significativas do ponto de vista ético e propiciar condições para que os alunos e as alunas desenvolvam sua capacidade dialógica, tomem consciência de seus sentimentos e emoções, também das demais pessoas, e desenvolvam a capacidade autônoma de tomar decisões em situações conflitantes do ponto de vista ético/moral.
A melhor forma de ensiná-los, portanto, é fazer com que seja alvo de reflexões e de vivências. Mais do que os discursos, são a prática, o exemplo, a convivência e a reflexão sobre eles em situações reais que farão com que os alunos e as alunas desenvolvam atitudes coerentes com os valores que queremos que aprendam. Por isso, o convívio escolar é um elemento-chave na formação ética dos estudantes e, ao mesmo tempo, é o instrumento mais poderoso que a escola tem para cumprir sua tarefa educativa nesse aspecto. Daí a necessidade de os adultos reverem o ambiente escolar e o convívio social que ali se expressa, a partir das relações que estabelecem entre si e com os estudantes, buscando a construção de ambientes mais democráticos.
Além disso, é necessário considerar o acolhimento dos estudantes – de suas diferenças, potencialidades e dificuldades – e o papel reservado a eles e a elas na instituição. O cuidado e a atenção com suas questões e problemáticas de vida precisam concretizar o respeito mútuo, o diálogo, a justiça e a solidariedade que queremos ensinar caso contrário, não estaremos dando alguma razão plausível para que os estudantes os aprendam e os pratiquem.
Por fim, é necessário introduzir tais conteúdos e preocupações como temas sociais que integrem os conteúdos trabalhados nas escolas, de forma que seus princípios estejam presentes nas ações cotidianas nas salas de aula e nos demais espaços das instituições escolares.
Pois nas escolas em que são respeitados princípios como respeito mútuo, solidariedade, justiça e diálogo, em que alunos e alunas se apropriam de canais de participação na vida escolar e são incentivados pelos educadores a fazê-lo, cria-se um espaço democrático, do qual emergem as características de uma cidadania plena.
Os educadores devem sempre estar atentos à coerência entre o discurso e a ação: respeitar para ser respeitado, assumir e cumprir suas responsabilidades como forma de compartilhar com os estudantes a importância dessas atitudes.
A participação dos estudantes na escola e na comunidade ajuda a formar seu caráter de cidadãos e de cidadãs. Em particular, a participação dos diferentes atores da comunidade educativa nas decisões da escola é uma prática cívica – uma atuação no espaço público democrático que possibilita conhecer os processos que caracterizam a vida cívica e política na comunidade. A participação nas decisões vai de simples contribuições à manutenção e à organização do espaço, possível desde a mais tenra idade, até a participação em decisões gerenciais e acadêmicas, por meio dos Conselhos de Escola e das Assembléias Escolares.
A disposição para a mudança, incluindo formação de professores em serviço, também, trabalho com os estudantes, participação dos demais funcionários e articulação com a comunidade, potencializa a capacidade de atuação da escola e fortalece todo o trabalho educativo. A escola tem mais força para atingir suas metas educativas, o que reforça a própria instituição e produz um efeito cumulativo, propiciando transformações cada vez mais profundas e duradouras.
Dessa forma, o trabalho com ética e cidadania nas escolas pressupõe intervenções focadas em quatro grandes eixos, ou módulos, que, embora independentes, mantêm uma nítida inter-relação: Ética, Convivência.
Os objetivos de cada um desses eixos, ou módulos, são na parte da Ética é levar ao cotidiano das escolas reflexões sobre a ética, os valores e seus fundamentos. Trata-se de gerar ações, reflexões e discussões sobre seus significados e sua importância para o desenvolvimento dos seres humanos e suas relações com o mundo.
Quanto a Convivência Democrática, que é a construção de relações interpessoais mais democráticas dentro da escola tem o objetivo explícito de introduzir o trabalho com assembleias escolares e de resolução de conflitos. Possibilita também outras ações que levam ao convívio democrático, como a formação de grêmios e aproximações da escola com a comunidade.
No que diz respeito ao eixo dos Direitos Humanos – O trabalho sobre a temática dos direitos humanos tem vários objetivos interligados, dos quais o primeiro é a construção de valores socialmente desejáveis. Daí a proposta de conhecer e desenvolver experiências educativas que tenham como foco a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Um segundo objetivo é o desenvolvimento de ações de interação da escola com a comunidade em projetos que envolvam questões relativas aos direitos humanos e direitos das crianças e adolescentes.
Já no que diz respeito à Inclusão Social é a construção de escolas inclusivas, abertas às diferenças e à igualdade de oportunidades para todas as pessoas é o quarto eixo de preocupações. As diversas formas de deficiência e as exclusões geradas pelas diferenças sociais, econômicas, psíquicas, físicas, culturais, ideológicas, religiosas e étnico-raciais serão focos de abordagem.
Os programas do MEC (Ministério da Educação e Cultura ) têm compromisso com a transformação social e colocam a educação na linha de frente da formação dos futuros cidadãos brasileiros. Ou seja, cada criança e cada jovem têm o direito de aprender, também, o sentido da cidadania na sua concepção mais ampla. Portanto, é dever da escola ensinar e agir fundamentada nos princípios da democracia, da ética, da responsabilidade social, do interesse coletivo, da identidade nacional e da própria condição humana.
A construção de valores na escola e na sociedade é o reflexo desses compromissos e o campo no qual se espera consolidar práticas pedagógicas que conduzam à consagração da liberdade, da convivência social, da solidariedade humana e da promoção e inclusão social.
A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa frequência a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da ética. Como por exemplo, a maioria das profissões tem o seu próprio código de ética profissional, que é um conjunto de normas de cumprimento obrigatório, derivadas da ética, e que por ser um código escrito e frequentemente incorporados à lei pública, mas não deveria se chamar de código de ética e sim Legislação da Profissão.
Nesses casos, os princípios éticos passam a ter força de lei; nota-se que, mesmo nos casos em que esses códigos não estão incorporados à lei, seu estudo tem alta probabilidade de exercer influência, por exemplo, em julgamentos nos quais se discutam fatos relativos à conduta profissional. Ademais, o seu não cumprimento pode resultar em sanções executadas pela sociedade profissional, como censura pública e suspensão temporária ou definitiva do direito de exercer a profissão, situações essas algumas vezes revertidas pela justiça comum, principalmente quando os códigos de ética de certas profissões apresentam viés que contraria a lei ordinária.
Por fim, é sempre importante retomar dois dos princípios centrais deste ambicioso programa de formação de comunidades justas e democráticas, pois eles devem estar na mente dos membros do Fórum Escolar de Ética e de Cidadania e, principalmente, na dos docentes que desenvolverão os projetos no cotidiano das escolas: o protagonismo de alunos e alunas na construção de valores, de conhecimentos de natureza pessoal, social e política, visando à cidadania; a formação em serviço dos profissionais da educação, para que possam atuar com a intencionalidade necessária à construção de uma sociedade mais justa, solidária e feliz.
Portanto, não tem como se falar em educação sem questionar a ética a qual se vincula, pois a educação veicula mais ou menos explicitamente, um arcabouço de valores, preceitos e normas para com isto, haja uma relação humana harmônica sobre a égide da alteridade em que todos mutuamente sejam dotados de respeito e sobre a cultura da paz, e do amor. Pois não há todo sem a parte, nem a parte sem o todo, assim sendo, é preciso que haja cuidados socialmente recíprocos para que a vida seja mais feliz e mais justa.
BIBLIOGRAFIAS
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares nacionais: Terceiro e quarto ciclos; Apresentação dos temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 1998.
GRUN, Mauro. Ética e Educação Ambiental: a conexão necessária: Campinas, SP. Papirus, 1996. (coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
Sites:
www.oei.es/quipu/brasil/ec_into.pdf (acessado em 01/11/2010)
www.widipédia.org (acessado em 01/11/2010)
www.webartigos.com ( acessado em 01/11/2010)
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
LÍNGUA INGLESA ENSINO MÉDIO
I Want To Know What Love Is - (Mick Jones)INTERPRETE: Mariah Carey
I gotta take a little time
A little time to think things over
I better read between the lines
In case I need it when I'm colder
In my life there's been heartache and pain
I don't know if I can face it again
Can't stop now, I've traveled so far
To change this lonely life
I wanna know what love is
I want you to show me
I wanna feel what love is
I know you can show me
I'm gonna take a little time
A little time to look around me
I've got nowhere left to hide
It looks like love has finally found me
In my life there's been heartache and pain
I don't know if I can face it again
I can't stop now, I've traveled so far
To change this lonely life
I wanna know what love is
I want you to show me
I wanna feel what love is
I know you can show me
I wanna know what love is
I want you to show me
And I wanna feel, I want to feel what love is
And I know, I know you can show me
Let's talk about love
I wanna know what love is, the love that you feel inside
I want you to show me, and I'm feeling so much love
I wanna feel what love is, no, you just cannot hide
I know you can show me, yeah
MODAL VERB
è comum, principalmente em músicas, como esta encontrarmos, às vezes por pura necessidade poética, ou mesmo por uma questão estrutural da língua, verbos exercendo a função de auxiliar, mas na verdade não necessariamente auxiliando mas sim, ajudando ao verbo principal, dando ênfase na ação. E esta "ajudazinha" é chamada de modal e aparecem antes dos verbos principais em versos, frases e etc.
VERBO USO EXEMPLO
CAN - CAPACIDADE - My sister can cook, my brother can play.
CAN´T - HABILIDADE - Jessica can speakk Spanish, Mary can listen music.
CANNOT - PERMISSÃO INFORAL-Can I come in? Can I help you?
- POSSIBILIDADE - You can buy that car, since won the lotery.
_______________________________________________________________
COULD - CAPACIDADE/HABILIDADE NO PASSADO - Mario could ride a horse when he was 15.
COULDN´T - PERMISSÃO - Could I use the phone?
COULDNOT
_________________________________________________________________
MAY - PERMISSÃO FORMAL - May I talk to Mr Smith, the manager
MAY NOT - PROBABILIDADE - IT May snow.
- POSSIBILIDADE - They may sell their house
________________________________________________________________
MIGHT - PROBABILIDADE - John might win the race
MIGHTN´T - PERMISSÃO(passado may) - Mrs Taylor said we might go out.
________________________________________________________________
SHOULD - - CONSELHO - Mary should study more.
SHOULDN´T -RCOMENDAÇÃO - You should watch that soap opera.
________________________________________________________________
OUGHT - CONSELHO - You ought to quit smoking.
OUGHTN´T - RECOMENDAÇÃO - Nataly ought to call her parents once in while.
_________________________________________________________________
MUST - OBRIGAÇÃO - John must stay here.
MUSTN´T - DEDUÇÃO - Her eyes are reddish. She must have a fever.
- PROIBIÇÃO - They mustn`t smok in this room.
__________________________________________________________________
WILL - Expressar uma decisão ou uma intenção feita no momento da fala
'll - Give me your case. I"ll carry it for you.
- Expressar uma ação futura. Algo planejado pelo falante. Esta ação acontecrá com certeza no futuro.
- Boston Will win the game
- Tomorrow's weather Will be warm and sunny.
obs; este uso é como um tempo futuro neutro. O falante está apenas prevendo o futuro, sem expressar uma intenção, plano ou julgamento pessoal.
_________________________________________________________________________
let's go the practice - vamos praticar
Form questions from the given words or phrases.
forme palavras ou frases a partir das palavras dadas. Siga como no exemplo.
Example: play / they / computer games / can
Answer: Can they play computer games? Indica uma permissão informal
Agora é com você.Ordene as fases com as palavras dadas e depois explique a funçao de cada modal verb.
1) play she the trumpet can ? - Ela pode tocar trompete?
2) can write e-mails they ? - Eles podem escrever e-mails?
3) can TV I watch ? - Eu posso assistir TV?
4) can climb the tree the cat? O gato pode subir na árvore?
5) draw your brother pictures can? Posso desenhar seu irmão?
6) can parrot talk the ? Papagaio pode falar?
7) you when can come? Quando você vem?
8) we do what can ? O que nós podemos fazer?
9) have lunch can our friends where? Onde nossos amigos vão almoçar?
10) your can how sing sister ? Sua irmã pode cantar?
obs: estas dez questões foram elaboradas como atividade avaliativa.
A JUDGMENT
Antonio Was a good young merchant of Venice. He was very kind and rich. Shylock, the Jew, was a sting man who lent money to Christian merchants at great interest. They hated each other, but one day Antonio was forced by circumstances to ask Shylock to lend him three thousand ducats to help his friend Bassanio, who was going to get married.
Shylock, pretending kindness, said he would lend the money, and take no interest. on one condition Antonio should go with him to a lawyer, and there sign in merry sport a bond, on which was written that if he did not repay the money by a certain day, he would lose a pound of flesh, to be cut off from anu part of his body that Shylock pleased. Antonio agreed because in few days his ships would come back with many the value of the money.
So Bassanio could marry Portia, the woman he loved. Unfortunately, due to a violent storm, all Antonio's ships were lost and he wasn't able to have the moeny to pay Shylock at the appropiate date.
when Bassanio told Portia the whole story about how he had got the money for his marriage, a secret that he had kept so far, she made a plan to save Antonio. Dressed as a lawyer, she went to the court as Antonio's defender. Nobody was able to realize that the unknown attorney was a woman, so disguised she was.
When the trial started, she addressed herself to Shylock saying that by the Venetian law he had the right to have what was promised in the bond. Then she tried to convince him that he could be merciful and forget the terms of the bond.
Nervously, Shylock said, "By my soul, I swear, there is no power in the tongue of man to change me. I have a bond an I´ll do everything according to this bond"
He wanted to cut off the pound of flesh near Antonio's heart and was sharpening a long knife with great eagerness.
"A pound of Antonio's flesh is yours. the law allows it, and the court gives it. According to the terms of the bond you may cut this flesh from off Antonio's breast," said Portia.
Then sharpened his long knife again, and looking eargely to Antonio, he said. "come, prepare," but Portia interrupted him by sayng, "wait a little, Jew. There is something else, this bond here gives you no drop of blood. The words are;a pound of flesh! If you dhed one drop of Christian blood, your land and goods will be by law confiscated and given to the state of Venice."
Portia argument saved Antonio's life. And all the audience admired the wonderfull wisdom of the young lawyer.
(Adapted from The Merchant of Venice. Lamb's tales from Shakespeare, Charles and Mary Lamb. Longman, 1980)
PASSIVE VOICE
A voz Passiva é recurso utilizado quando queremos enfatizar a ação e não quem a fez. É ainda utilizado quando o agente não for relevante. Quando o agente da passiva, ou seja, o executor da ação for mencionado, ele será precedido pela preposição by. Pois na passagem para a voz passiva ocorrem as seguintes transformações:
1) o objeto da voz ativa torna-se o sujeito da voz passiva
.2) o verbo TO BE, sempre constante na voz passiva é usado no tempo em que estiver o verbo na voz ativa.
3)o verbo principal da voz ativa é sempre usado no particípio passado na voz passiva.
4) quando o sujeito a voz ativa for um subject pronoum(I, YOU, HE, SHE, IT, WE, THEY), o agente da passiva correspondente a ele será um object pronoum(ME, YOU, HI, HER IT, US, THEM)
São exemplos;
Voz ativa – Antonio must pay his debt.
Voz passiva- His debt must be paid.
Voz ativa: Nobody recognized the woman.
Voz passive: The woman was not recognized
Voz ativa: Shylock didn’t recognized Portia.
Voz passive: Portia was not recognized bu Shylock.
VOZ PASSIVA COM VERBOS TRANSITIVO DIRETOS E INDIRETOS
Quando o verbo da oração na voz ativa for transitivo direto e indireto, haverá duas formas de transformar essa oração para a voz passiva.
VOZ ATIVA: They give this rightOD. to you.OI
VOZ PASSIVA 1: This right is given to you.
VOZ PASSIVA 2 : You are given this right
O agente da passive, neste caso, geralmente é omitido. Veja outro exemplo:
VOZ ATIVA: she asked a questionOD to him.OI
VOZ PASSIVA 1: a question was asked to him
VOZ PASSIVA 2 : He was asked a question.
Os verbos que mais comumente apresentam dois objetos são: answer – responder,ask – perguntar, call – chamar, give- dar, make- fazer, pay – pagar, promise- prometer, refuse – recusar, send – enviar, show- mostrar, teach – ensinar.
VOZ PASSIVA COM PHRASAL VERBS.
Quando um oração com phrasal verbs for colocada na voz passiva, a preposição permanecerá logo após o verbo.
The man would cut off Antonio’s flesh. – Antonio’s flesh would be cut off.
The jury is listening to Portia attentively. – Portia is being listened to attentively by the jury.
Quando o agente da voz passive em uma oração isolada não for mencionado e tivermos de passar esta oração párea a voz ativa, deveremos empregar um sujeito.
VOZ PASSIVA: those ships were destroyed.
VOZ ATIVA: they/someone/somebody/something destroyed those ships
VOZ PASSIVA: thar castle was built in 1580.
VOZ ATIVA: somebody/someone/they built that castle in 1580.
VOZ PASSIVA:
A voz passiva é usada também em algumas expressões comuns da língua inglesa.
VOZ ATIVA: people say that the he is rich
VOZ PASSIVA: it is said that he is rich.
VOZ PASSIVA: he is said to be rich.
VOZ ATIVA: everybody thinks that she sings well.
VOZ PASSIVA: it is thought that she sings well
VOZ PASSIVA: she is thought to sing well.
VOZ ATIVA: they supposed that we help the poor.
VOZ PASSIVA: it is supposed that we help the poor.
VOZ PASSIVA: we are supposed to help the poor.
Atividade 2
Explanation: Passive voice - Rewrite the sentences using Passive voice.
Example: Peter writes a letter. Answer: A letter is written. Or A letter is written by Peter.
1) Julia rescued three cats.
2) The students handed in the reports.
3) Maria crashed into the blue car.
4) Alex learned the poem.
5) Steven has forgotten the book.
6) The mechanic has not repaired the DVD recorder.
7) They play handball.
8) Sue puts the rucksack on the floor.
9) The girls had lost the match.
10) The teacher is not going to open the window.
I gotta take a little time
A little time to think things over
I better read between the lines
In case I need it when I'm colder
In my life there's been heartache and pain
I don't know if I can face it again
Can't stop now, I've traveled so far
To change this lonely life
I wanna know what love is
I want you to show me
I wanna feel what love is
I know you can show me
I'm gonna take a little time
A little time to look around me
I've got nowhere left to hide
It looks like love has finally found me
In my life there's been heartache and pain
I don't know if I can face it again
I can't stop now, I've traveled so far
To change this lonely life
I wanna know what love is
I want you to show me
I wanna feel what love is
I know you can show me
I wanna know what love is
I want you to show me
And I wanna feel, I want to feel what love is
And I know, I know you can show me
Let's talk about love
I wanna know what love is, the love that you feel inside
I want you to show me, and I'm feeling so much love
I wanna feel what love is, no, you just cannot hide
I know you can show me, yeah
MODAL VERB
è comum, principalmente em músicas, como esta encontrarmos, às vezes por pura necessidade poética, ou mesmo por uma questão estrutural da língua, verbos exercendo a função de auxiliar, mas na verdade não necessariamente auxiliando mas sim, ajudando ao verbo principal, dando ênfase na ação. E esta "ajudazinha" é chamada de modal e aparecem antes dos verbos principais em versos, frases e etc.
VERBO USO EXEMPLO
CAN - CAPACIDADE - My sister can cook, my brother can play.
CAN´T - HABILIDADE - Jessica can speakk Spanish, Mary can listen music.
CANNOT - PERMISSÃO INFORAL-Can I come in? Can I help you?
- POSSIBILIDADE - You can buy that car, since won the lotery.
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COULD - CAPACIDADE/HABILIDADE NO PASSADO - Mario could ride a horse when he was 15.
COULDN´T - PERMISSÃO - Could I use the phone?
COULDNOT
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MAY - PERMISSÃO FORMAL - May I talk to Mr Smith, the manager
MAY NOT - PROBABILIDADE - IT May snow.
- POSSIBILIDADE - They may sell their house
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MIGHT - PROBABILIDADE - John might win the race
MIGHTN´T - PERMISSÃO(passado may) - Mrs Taylor said we might go out.
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SHOULD - - CONSELHO - Mary should study more.
SHOULDN´T -RCOMENDAÇÃO - You should watch that soap opera.
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OUGHT - CONSELHO - You ought to quit smoking.
OUGHTN´T - RECOMENDAÇÃO - Nataly ought to call her parents once in while.
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MUST - OBRIGAÇÃO - John must stay here.
MUSTN´T - DEDUÇÃO - Her eyes are reddish. She must have a fever.
- PROIBIÇÃO - They mustn`t smok in this room.
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WILL - Expressar uma decisão ou uma intenção feita no momento da fala
'll - Give me your case. I"ll carry it for you.
- Expressar uma ação futura. Algo planejado pelo falante. Esta ação acontecrá com certeza no futuro.
- Boston Will win the game
- Tomorrow's weather Will be warm and sunny.
obs; este uso é como um tempo futuro neutro. O falante está apenas prevendo o futuro, sem expressar uma intenção, plano ou julgamento pessoal.
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let's go the practice - vamos praticar
Form questions from the given words or phrases.
forme palavras ou frases a partir das palavras dadas. Siga como no exemplo.
Example: play / they / computer games / can
Answer: Can they play computer games? Indica uma permissão informal
Agora é com você.Ordene as fases com as palavras dadas e depois explique a funçao de cada modal verb.
1) play she the trumpet can ? - Ela pode tocar trompete?
2) can write e-mails they ? - Eles podem escrever e-mails?
3) can TV I watch ? - Eu posso assistir TV?
4) can climb the tree the cat? O gato pode subir na árvore?
5) draw your brother pictures can? Posso desenhar seu irmão?
6) can parrot talk the ? Papagaio pode falar?
7) you when can come? Quando você vem?
8) we do what can ? O que nós podemos fazer?
9) have lunch can our friends where? Onde nossos amigos vão almoçar?
10) your can how sing sister ? Sua irmã pode cantar?
obs: estas dez questões foram elaboradas como atividade avaliativa.
A JUDGMENT
Antonio Was a good young merchant of Venice. He was very kind and rich. Shylock, the Jew, was a sting man who lent money to Christian merchants at great interest. They hated each other, but one day Antonio was forced by circumstances to ask Shylock to lend him three thousand ducats to help his friend Bassanio, who was going to get married.
Shylock, pretending kindness, said he would lend the money, and take no interest. on one condition Antonio should go with him to a lawyer, and there sign in merry sport a bond, on which was written that if he did not repay the money by a certain day, he would lose a pound of flesh, to be cut off from anu part of his body that Shylock pleased. Antonio agreed because in few days his ships would come back with many the value of the money.
So Bassanio could marry Portia, the woman he loved. Unfortunately, due to a violent storm, all Antonio's ships were lost and he wasn't able to have the moeny to pay Shylock at the appropiate date.
when Bassanio told Portia the whole story about how he had got the money for his marriage, a secret that he had kept so far, she made a plan to save Antonio. Dressed as a lawyer, she went to the court as Antonio's defender. Nobody was able to realize that the unknown attorney was a woman, so disguised she was.
When the trial started, she addressed herself to Shylock saying that by the Venetian law he had the right to have what was promised in the bond. Then she tried to convince him that he could be merciful and forget the terms of the bond.
Nervously, Shylock said, "By my soul, I swear, there is no power in the tongue of man to change me. I have a bond an I´ll do everything according to this bond"
He wanted to cut off the pound of flesh near Antonio's heart and was sharpening a long knife with great eagerness.
"A pound of Antonio's flesh is yours. the law allows it, and the court gives it. According to the terms of the bond you may cut this flesh from off Antonio's breast," said Portia.
Then sharpened his long knife again, and looking eargely to Antonio, he said. "come, prepare," but Portia interrupted him by sayng, "wait a little, Jew. There is something else, this bond here gives you no drop of blood. The words are;a pound of flesh! If you dhed one drop of Christian blood, your land and goods will be by law confiscated and given to the state of Venice."
Portia argument saved Antonio's life. And all the audience admired the wonderfull wisdom of the young lawyer.
(Adapted from The Merchant of Venice. Lamb's tales from Shakespeare, Charles and Mary Lamb. Longman, 1980)
PASSIVE VOICE
A voz Passiva é recurso utilizado quando queremos enfatizar a ação e não quem a fez. É ainda utilizado quando o agente não for relevante. Quando o agente da passiva, ou seja, o executor da ação for mencionado, ele será precedido pela preposição by. Pois na passagem para a voz passiva ocorrem as seguintes transformações:
1) o objeto da voz ativa torna-se o sujeito da voz passiva
.2) o verbo TO BE, sempre constante na voz passiva é usado no tempo em que estiver o verbo na voz ativa.
3)o verbo principal da voz ativa é sempre usado no particípio passado na voz passiva.
4) quando o sujeito a voz ativa for um subject pronoum(I, YOU, HE, SHE, IT, WE, THEY), o agente da passiva correspondente a ele será um object pronoum(ME, YOU, HI, HER IT, US, THEM)
São exemplos;
Voz ativa – Antonio must pay his debt.
Voz passiva- His debt must be paid.
Voz ativa: Nobody recognized the woman.
Voz passive: The woman was not recognized
Voz ativa: Shylock didn’t recognized Portia.
Voz passive: Portia was not recognized bu Shylock.
VOZ PASSIVA COM VERBOS TRANSITIVO DIRETOS E INDIRETOS
Quando o verbo da oração na voz ativa for transitivo direto e indireto, haverá duas formas de transformar essa oração para a voz passiva.
VOZ ATIVA: They give this rightOD. to you.OI
VOZ PASSIVA 1: This right is given to you.
VOZ PASSIVA 2 : You are given this right
O agente da passive, neste caso, geralmente é omitido. Veja outro exemplo:
VOZ ATIVA: she asked a questionOD to him.OI
VOZ PASSIVA 1: a question was asked to him
VOZ PASSIVA 2 : He was asked a question.
Os verbos que mais comumente apresentam dois objetos são: answer – responder,ask – perguntar, call – chamar, give- dar, make- fazer, pay – pagar, promise- prometer, refuse – recusar, send – enviar, show- mostrar, teach – ensinar.
VOZ PASSIVA COM PHRASAL VERBS.
Quando um oração com phrasal verbs for colocada na voz passiva, a preposição permanecerá logo após o verbo.
The man would cut off Antonio’s flesh. – Antonio’s flesh would be cut off.
The jury is listening to Portia attentively. – Portia is being listened to attentively by the jury.
Quando o agente da voz passive em uma oração isolada não for mencionado e tivermos de passar esta oração párea a voz ativa, deveremos empregar um sujeito.
VOZ PASSIVA: those ships were destroyed.
VOZ ATIVA: they/someone/somebody/something destroyed those ships
VOZ PASSIVA: thar castle was built in 1580.
VOZ ATIVA: somebody/someone/they built that castle in 1580.
VOZ PASSIVA:
A voz passiva é usada também em algumas expressões comuns da língua inglesa.
VOZ ATIVA: people say that the he is rich
VOZ PASSIVA: it is said that he is rich.
VOZ PASSIVA: he is said to be rich.
VOZ ATIVA: everybody thinks that she sings well.
VOZ PASSIVA: it is thought that she sings well
VOZ PASSIVA: she is thought to sing well.
VOZ ATIVA: they supposed that we help the poor.
VOZ PASSIVA: it is supposed that we help the poor.
VOZ PASSIVA: we are supposed to help the poor.
Atividade 2
Explanation: Passive voice - Rewrite the sentences using Passive voice.
Example: Peter writes a letter. Answer: A letter is written. Or A letter is written by Peter.
1) Julia rescued three cats.
2) The students handed in the reports.
3) Maria crashed into the blue car.
4) Alex learned the poem.
5) Steven has forgotten the book.
6) The mechanic has not repaired the DVD recorder.
7) They play handball.
8) Sue puts the rucksack on the floor.
9) The girls had lost the match.
10) The teacher is not going to open the window.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
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